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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

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O que ando a ler #2

Em Parte Incerta.jpg

A minha leitura mais recente foi o livro em Parte Incerta. Confesso que tropecei neste livro por acaso e nem fazia ideia de que já existia um filme baseado no livro (são as consequências da maternidade). De qualquer forma, como gosto muito de ler lá me dediquei a este thriller, embora atualmente fique sempre de pé atrás quando tenho a referência de tratar-se de um livro de top's. A minha experiência diz-me que nem sempre são os melhores e com o último que li (a rapariga no comboio) fiquei bastante desiludida. 

Atendendo a que não tinha qualquer expectativa para a leitura, lá me aventurei e fiquei agradavelmente surpreendida. É um livro diferente, com uma narrativa singular e uma história interessante. A narrativa é feita pelos dois personagens principais, o Nick e a Amy, em momentos diferentes da história. A narrativa do Nick começa com o desaparecimento da Amy (a esposa) e os textos são alternados com a narrativa da Amy, que consiste em entradas no seu diário iniciado há sete anos atrás. Ao longo das diferentes narrativas vai-se percebendo que o casamento deles não estava a viver uma boa fase e levanta-se a suspeita de o Nick poder ter morto a esposa. Quando a narrativa de Amy se centra no presente, ou seja, após o seu desaparecimento, percebe-se que foi ela que encenou o seu desaparecimento e suposta morta para incriminar o Nick, que luta para tentar provar que é inocente, mas vê a sua tarefa dificultada porque a esposa pensou em todos os pormenores. E como é que acaba? Mistério! Fica a dúvida para quem quiser ler o livro. Eu não acredito muito neste final.  Acho pouco plausível e muito pouco duradouro, mas é um livro. Confesso que o livro é interessante, embora a personagem principal - a Amy - seja demasiado. Sei que existem pessoas assim e acredito que a uma escala diferente muitos têm a capacidade de se envolver em tramas deste género. Apesar da história interessante, o livro não me prendeu, não me fez ficar acordada até de madrugada para saber o que vinha a seguir, nem me senti triste por ter chegado ao fim. 

Quanto ao filme, que vi entretanto, também não amei. Já aqui no blog disse que todos os filmes que vejo baseados em livros que já li, acabam por me desiludir. Este foi mais um. Admito que foi uma boa adaptação, apesar de a história ser longa e complexa, mas não me fascinou.