Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Home Banking, o retrocesso

Captura de ecrã 2015-12-8, às 10.17.26.png

 

Recordo-me que quando ganhei o meu primeiro ordenado, fiz questão de abrir uma conta no banco. Na altura era menor, 16 anos, e tinha trabalhado todo o Verão no estabelecimento do meu pai. A ideia de ter uma conta só minha, com o meu dinheirinho, ganho e suado por mim fazia-me sentir especial, poderosa e capaz de ir mais além. Quando o meu pai me abriu a conta fiquei felicíssima. Foi na CGD e recordo-me de estimar com muito carinho a caderneta associada. Quando pouco tempo depois recebi o cartão, continuava a ir todas as semanas à CGD para atualizar a caderneta, porque adorava ver o extrato com tudo detalhadinho. Aliás, eu sempre fui daquelas que fazia uma compra ou levantava dinheiro e pedia sempre de seguida o saldo da conta, para saber a quantas andava. Embora, fosse bastante amiga da caderneta e do cartão, achei uma grande invenção o Home Banking. Não sei precisar quando começou ou quando tive pela primeira vez acesso a este serviço, mas sei que, desde que experimentei, nunca mais larguei, viciei. Cá em casa, temos Home Banking para todas as contas e para todos os bancos com que trabalhamos. É, de facto, um luxo poder estar no conforto do sofá a fazer pagamentos, transferências, consultas e movimentos. Acho que já não imagino o mundo sem esta facilidade. Efetivamente,  as minhas visitas à caixa multibanco reduziram substancialmente e ficaram limitadas aos levantamentos, até que há uns meses atrás estava eu a fazer uma transferência da conta ordenado do meu marido para a minha, que são de bancos diferentes e verifico que me cobraram 1,80€ pelo movimento. A sério? 1,80€? São 360$, uma fortuna, por uma simples transferência. Consultei o regulamento e vi que era para manter e que quanto mais elevado fosse o valor da transferência, maior o custo so serviço. Quando mais tarde fui ao banco tratar de uns assuntos, informaram-me que a regra é para manter e que a única forma de não pagar pelo serviço é fazendo a transferência pela caixa multibanco. A sério? Pela caixa multibanco, apenas? Mas, qual é a lógica? A sério que não compreendo. Habituam-nos e incentivam-nos a formas tão simples, eficazes e confortáveis de efetuar serviços e quando já não vivemos sem isso, impõem-nos taxas. Que raiva. É por isso que, aqui em casa, tentamos limitar ao mínimo as relações com os bancos e evitamos recorrer às "fantásticas taxas e facilidades" que dizem oferecer. Uma treta.