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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Um ano de amor incondicional

Por incrível que pareça, a verdade é que o meu baby boy já fez um ano. Parece que foi ontem que recebi, nos meus braços despidos, aquele ser que acabava de sair de dentro de mim, frágil, assustado e ensanguentado, que com o toque do seu corpo no meu peito apaziguou o seu choro, se sentiu em segurança e pareceu identificar a pessoa que viria a ser a sua proteção e o seu guia no seu percurso de vida. Fui-o durante o seu primeiro ano de vida e espero poder continuar a sê-lo durante muitos e muitos anos.

De facto, ser mãe (e pai, acho que posso falar pelo meu marido) é uma experiência avassaladora. é  algo único, mágico e inexplicável. Nada se compara a esta experiência. Nada tem tanto significado como ver a nossa cria a crescer, a adquirir competências, a fazer asneiras, a viver,.. 

Neste ano que agora termina muito coisa mudou na minha vida. Como eu e o meu marido costumámos dizer, antes do nascimento do D tínhamos vida de solteiros. Sem grandes horários, obrigações, regras, vivíamos para nós, para o trabalho e para os nossos interesses. De repente, num ano tudo se transformou. As noites nunca mais foram longas e tranquilas, muito pelo contrário no nosso caso, a vida social diminui, deixou de haver tempo para relaxar, para não fazer nada e parecer haver sempre tanto para fazer, tantos assuntos e tarefas pendentes. O trabalho multiplicou-se e o tempo claramente foi reduzido, e tudo isto com a simples chegada de um filho. Apesar destas mudanças aparentemente negativas, vivemos um ano único de emoções, de surpresas, alegrias e orgulho. É um orgulho ver um filho crescer,.. passar de um recém-nascido que pouco faz além de chorar a uma criança que interage intensamente, que anda, diz algumas palavras, manifesta desejos e já revela atitudes. É algo maravilhoso. Sempre soube que o que distingue o amor de mãe/pai é o amor incondicional, mas nunca o tinha sentido e de facto é algo real, que torna a experiência da maternidade diferente. Independentemente, do que o nosso filho nos faz,.. o cansaço, as birras, as asneiras, o desafio, temos sempre um sorriso, um olhar de carinho e um amor imenso. É isto que eu sinto pelo meu rebento: amor incondicional, no verdadeiro sentido das palavras. Amo-o como nunca poderia imaginar, agarro-o e beijo-o com um carinho maior, desejo-lhe o melhor, mas não lhe coloco objetivos, nem expectativas.. não sonho com a carreira que vai ter, com a pessoa que vai ser, só quero que esteja bem e que seja feliz. Preocupa-me apenas o momento, não me sai do pensamento. 

Com um ano, o meu baby pesa 10,700Kg, mede 77 cm, tem 6 dentes, diz “olá”, “mãe”, e “papá”. Sabe dizer adeus, já gosta mais de estar de pé do que de gatinhar e já gosta que lhe dêem a mão para ele poder andar. Adora explorar, abrir gavetas, pôr e tirar, colocar tudo na boca, fica feliz quando consegue algo que no inicio lhe era difícil de executar, percebe quando faz algo errado e sabe que lhe vamos ralhar (antecipa-se e faz cara de mau), compreende bastante do que lhe dizemos e faz-se entender ainda melhor. Adora comer e tudo o que lhe é apresentado é bem aceite. É super curioso e bem-disposto. Acorda com um forte “Olá”, adora brincar connosco, percebe cada vez melhor as nossas brincadeiras e convive cada vez melhor com pessoas estranhas. É claramente um menino da mamã, mas tem a sorte de ter um pai e uma família que o adoram e fazem tudo por ele. É sem dúvida um privilegiado, embora ainda não o saiba.