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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

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Sorriso genuíno

Sempre me considerei uma pessoa bem-disposta. Na adolescência sempre fui uma pessoa extrovertida, sociável e sorridente (marido lembraste de mim assim?). Com o crescimento, a maturidade e a vida fui passando a sorrir menos. Não por tristeza, mas por insatisfação. Passei a ser muito exigente comigo. A achar sempre que devo alcançar o topo, mas a nunca me sentir satisfeita com os meus resultados, apesar de quase sempre serem excelentes. Com isto veio a ansiedade, muita ansiedade. O receio de falhar, de não ser capaz, o arriscar cada vez menos, o tornar-me cada vez mais insegura. E com estes sintomas o meu sorriso, a minha naturalidade foi diminuindo. Acredito que a maior parte das pessoas que me conhece não denotou realmente esta mudança. Eu, sem intenção, sei esconder as minhas fragilidades. Sei que aos olhos de quem me conhece pareço segura, forte, por vezes até implacável. Tenho sempre opinião e argumentação, mas poucas vezes me sinto assim tão bem. Tão bem quanto me sinto agora.

 

Neste momento sorrio muito, muito mesmo. Sorrio de alegria, felicidade, sorrio a toda a hora, várias vezes por dia. Dou gargalhadas. Fico enternecida. Rio de forma honesta e profunda. O meu filho devolveu-me o sorriso genuíno. Com ele e para ele não há sorrisos amarelos, forçados. Todos os sorrisos são honestos, sinceros, repletos de sentimentos. O meu filho devolveu-me a tranquilidade, a serenidade e a felicidade que eu já não sentia há muito tempo. É verdade que sempre fui feliz, mas este é um sentimento relativo, pouco estável e neste momento o que sinto é pura felicidade. Sempre. Sempre. Tudo isto graças a ele que trouxe o melhor de mim ao de cima. Que me devolveu parte de mim que estava esquecida e que não quero voltar a perder.