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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Quatro meses de vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inacreditavelmente já se passaram quatro meses desde que o meu baby nasceu e a nossa vida mudou de forma irreversível. Cada vez me apercebo mais que há quatro meses não foi apenas o meu baby que nasceu. Nasceu também uma mãe e um pai. Nós tornamo-nos pessoas diferentes. As nossas prioridades mudaram, tal como as nossas rotinas, as nossas conversas e os nossos hábitos. Descobrimos o prazer da paternidade, as maravilhas de ter um filho e a alegria de ser pais. Estamos total e completamente apaixonados por este bebé (que já não é assim tão bebé). Ele tem crescido muito depressa e já está muito diferente do menino que vi nascer. Pesa 7,700Kg e mede 66 cm - está enorme. Mas mais importante do que isso é o facto de ser um bebé saudável e perfeito. Até à data nunca ficou doente, nunca. Está numa fase em que é muito atento ao que se passa em redor, é muito vivaço e observador. Interage bastante com as outras pessoas e tem clara preferência pelos pais. Passa a maior parte do tempo a sorrir e dá umas gargalhadas deliciosas. A cada dia vai fazendo novas descobertas e é tão bom assistir às suas conquistas. Adora estar de pé e fica super feliz se o amparamos enquanto ele, no alto dos seus 66 cm, observa o mundo numa nova perspetiva. Segura totalmente a cabeça e já a atira para a frente. Temo-lo colocado algumas vezes de bruços e como é uma posição diferente, ele luta bastante para conseguir manter a cabeça levantada. Numa destas suas lutas acabou por rebolar pela primeira vez, mas não se assustou. Aliás, ele reage bem e como um sorriso a tudo o que é novo. Adora beijinhos, muitos beijinhos e miminhos, especialmente dos pais. Neste momento quer muita atenção e está sempre, sempre pronto para a brincadeira. Passa horas com a mão na boca e já leva alguns brinquedos à boca. Chora pouco, mas grita muito. Desde que aprendeu a gritar, fá-lo para chamar por nós quando se cansa de estar sozinho, quando quer a nossa atenção e quando está eufórico. É um bebé muito alegre, bem-disposto e eu quero acreditar que muito feliz. É um menino quase perfeito, mas não há crianças perfeitas. Agora que superou a dificuldade em adormecer à noite, que foi uma constante dos 2 aos 4 meses, ainda se mantém o ritual de acordar várias vezes de noite para comer. Nós bem que tentamos contornar esta questão, mas quando ele decide que quer mama, não há mais nada a fazer a não ser dar-lha. Claro que o sono da mãe está claramente em défice e há dias muito difíceis, mas nada que não seja automaticamente superado pelo seu sorriso rasgado logo ao acordar e pelas muitas gargalhadas que me proporciona ao longo do dia. Tenho a sorte de o poder acompanhar a maior parte do tempo. Quando me ausento algumas tardes para trabalhar fico cheia de saudades e com um enorme sentimento de culpa por o ter deixado. É algo a melhorar. Ao contrário do que imaginei que aconteceria quando fosse mãe, não faço grandes planos para o futuro dele, não me ponho a imaginar como será em adulto ou em adolescente, ou que preferências terá. Limito-me a viver e a apreciar cada dia que vivo com ele e a tentar dar-lhe o melhor de mim.