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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

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O que ando a ler #4

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O meu mais recente livro foi “a filha da minha melhor amiga” de Dorothy Koomson. Esta opção surgiu por acaso. Depois de um livro do Ken Follett, não sabia o que ler, que livro comprar, pelo que fui à biblioteca municipal e trouxe vários livros de autores diferentes para ver se começo a ter alguma identidade literária. A verdade é que sempre li, sempre gostei de ler, desde jovem que tenho este hábito, mas não sei dizer quem são os meus autores favoritos, nem tenho estilos privilegiados. Como já tinha ouvido falar deste livro, decidi arriscar. Há uns anos li o meu primeiro livro desta autora – amor e chocolate – e confesso que não fiquei encantada. Achei um fraco romance, mas sei que tinha expectativas mais elevadas, porque me tinha sido bem recomendado. 

E que tal “a filha da minha melhor amiga”? Para mim foi uma experiência diferente. Já li vários romances, mas nenhum como este. Achei-o realista e pouco floreado. Fico muitas vezes com a sensação de que os romances procuram ser bonitos, com personagens bem resolvidas, apesar dos inúmeros dramas à mistura. Neste livro não senti isso. A personagem principal – Matika é uma mulher sofrida, magoada e ressentida. Não conseguiu ultrapassar a traição do ex-noivo com a ex-melhor amiga. Fugiu da terra em que vivia, das pessoas que a conheciam para não ter de lidar com essa dor e assim tentou viver, até ao dia em que não foi mais possível. Acho que esta forma de gerir os problemas e especialmente as emoções é muito característica. É verdade que nem todos fogem das vidas que vivem, mas muitas vezes as pessoas desenvolvem esquemas que lhes permitem fugir dos problemas, afastar-se dos sentimentos, sem nunca resolverem realmente a dor e sentimentos associados. Penso que muitos leitores poderão achar esta personagem complicada, mas eu achei-a muito realista. A história acontece num longo período de tempo e desse modo consegue mostrar ao leitor que não há finais felizes. As histórias nunca acabam e a felicidade vai-se construindo, com dificuldades, dúvidas, inseguranças, medos e sofrimento à mistura. Apesar de não ser um livro apaixonante, acho que é um livro interessante.