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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

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O meu primeiro dia da mãe

É verdade que já sou mãe há quase 5 meses e não preciso de nenhum dia para o assinalar. Todos os dias sinto o que é ser mãe, não tanto por mim, mas pelo que significo para o meu baby. É verdade que ele ainda não fala e não tem grande compreensão das coisas. Mas também é verdade que ele conhece muito bem a sua mãe. Sabe que sou eu que o alimento, que cuido dele, que o visto todas as manhãs, que participo sempre no banho da noite, juntamente com o pai, que o coloco a dormir, que o faço dar gargalhadas com as nossas brincadeiras, e muito mais. E por tudo isto, ele chama por mim quando não estou com ele, passa largos minutos seguidos a olhar para mim, ouve-me com imensa atenção seja quando converso com ele, com o pai ou ao telemóvel.

 

Estou a adorar ser mãe, embora em muitos momentos dê por mim a pensar “Eu sou mãe?! Como é possível? Eu já sou mãe!!”. Talvez por ser um marco gigante na vida de uma pessoa, talvez porque marque um ponto de viragem e me obrigue a ser de facto adulta, talvez porque agora tenho alguém que depende de mim (e do pai) para tudo, a verdade é que a ideia de ser mãe é fantástica, assustadora e por vezes ainda inacreditável.

Desde que sou mãe que dou muito mais valor às mães. Sempre soube que “mãe é mãe”, mas infelizmente nem todas as mães merecem os filhos que têm ou nem deveriam sequer ser mães. Porém, as minhas experiências pessoais são bastante positivas e penso que desde que sou mãe ganhei um carinho ainda maior pela minha mãe. Talvez porque agora eu sou mãe e entendo melhor o que ela sempre sentiu por mim e que de facto sempre colocou as filhas em primeiro lugar. Por exemplo, se em casa todos precisavam de roupa ou calçado novo, primeiro era sempre para as meninas. Na altura nós não dávamos grande valor a isto, hoje entendo o carinho com que estas opções eram feitas. Por outro lado, desde que sou mãe que a minha mãe também tem sido fantástica comigo e me tem apoiado em tudo o que precisei. Não posso dizer que superou as minhas expetativas, porque eu não tinha ainda pensado na ajuda que precisaria e portanto não as tinha. Mas a ajuda que me deu representou muito para mim e evidenciou-me que não importa a idade, a mãe é sempre mãe e faz sempre tudo pelos filhos. Por outro lado, sei que a minha mãe tem sido uma excelente mãe para o meu filho quando eu tenho de me ausentar. Ele não tem de ser mãe, mas sim avó. Mas talvez por que ele ainda é tão pequenino e precise de muita estrutura, ela tem-se preocupado mais com as necessidades dele do que com as dela e por isso, não só, não o tem “estragado”, como o tem ajudado a adquirir boas rotinas. Só lhe tenho a agradecer pelo quanto me ama e por tudo o que faz por nós.  

 

Quanto ao dia da mãe, sei que vou adorar quando o meu baby me trouxer um presente feito por ele na escolinha. Eu recordo-me de quando era eu a fazê-los e da excitação que sentia com o segredo do presente que estava a ser trabalhado há semanas e com a expetativa da reação dos pais. E eu que adoro surpresas, adora dar e receber presentes, sei que vou adorar esses momentos e esses miminhos feitos com tanto amor. Para este ano, em que ele ainda não me pode fazer um presente nem uma surpresa, sei que o melhor presente que posso ter é ter um bebé saudável e feliz, como ele tem sido até ao momento. Sei que parece um cliché, mas agora entendo o quanto é importante para os pais terem um filho saudável e o meu para além de o ser também é um menino fácil e adorável.

 

Love you baby

Love you mamy