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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

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Dois meses de vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Só passaram dois meses, parece mais tempo. Os dias são tão intensos desde que o meu coelhinho nasceu. Os dias são curtos e longos. Os dias são diferentes, são novos, são por vezes dificieis e quase sempre melhores. Ele está crescido. Está bem nutrido. Já passou dos 6Kg e dos 60cm. Gosta muito de comer, mas gosta ainda mais da mama da mãe. Seja para comer, para acalmar as dores, ou simplesmente para estar junto a ela. Diariamente vejo as suas feições a mudar. Muda muito depressa. Está cada vez mais parecido com o pai. É meiguinho e sociável. Gosta muito de palrar e sorrir. Reconhece os pais pelas suas vozes e feições. Dá uma grande gargalhada quando de manhã vê os pais e a mãe lhe diz "bom dia". Está a adquirir rotinas. Mama, brinca e dorme. Precisa destas rotinas para ter equilibrio emocional e estabilidade. A sua vida é um ciclo, a minha também. Por vezes queixo-me, mas não consigo conceber estar sem ele. O primeiro dia de trabalho está a aproximar-se. Gosto tanto de trabalhar, de ser útil e competente, mas sinto que o meu maior desafio está em casa. Ele precisa tanto de mim e gosta tanto de estar comigo. E eu com ele. Divertimo-nos muito os dois. Os dias passam a correr. Eu falo, ele sorri. Ele palra, eu respondo. Ele chama, eu apareço. Eu sorrio, ele sorri. Descobriu a sua própria mão. Leva-a à boca e sente-se muito satisfeito. Gosta da luz do dia, do candeeiro, das paredes brancas, da cor e do movimento da televisão. É curioso. Quer sempre estar de pé. Observar o mundo à sua volta. Tudo que está em redor. Levanta a cabeça. Faz um grande esforço para a manter erguida, mas fica feliz. Gosta de ser afagado. Adormece quando lhe passo a mão na cabecinha. Adormece com o conforto e o carinho da mãe. É feliz o meu bebé. Pelo menos é feliz aos meus olhos e assim espero que possa ser ao longo da sua vida. Assusta-me tudo o que tem para viver e sofrer. Queria poder amenizar as suas dores como faço agora, pegando nele e enconstando-o ao meu corpo, cantando para ele, falando-lhe baixinho e com muito carinho. Adoro o meu filho.