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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

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Cumprimentos e Embaraços

No meu dia-a-dia vejo-me frequentemente na posição de ter de cumprimentar os meus clientes e, apesar de ser algo que já faço há anos, é sempre uma situação que me gera algum desconforto e embaraço. Com os amigos e conhecidos não há qualquer constrangimento. Se é alguém próximo cumprimento com dois beijos (homem ou mulher), se é alguém mais distante digo simplesmente "olá" ou "bom dia". Com os clientes é diferente, justamente porque são clientes e preocupo-me com a imagem que posso passar. 

Às crianças opto sempre por dar dois beijos, a não ser que elas não queiram, o que por vezes acontece. Às mulheres, se estão sozinhas, também dou sempre dois beijos. Aos homens, se estão sozinhos, dou sempre um aperto de mão, por vezes leve, outras vezes forte. O problema surge quando estão em casais. Muitas vezes acabo por cumprimentar ambos com aperto de mão, o que é estranho para as mulheres e noutras situações, acabo por dar dois beijos a ambos, o que é desconfortável para mim. Porque é que é desconfortável? Não sei, mas é. Penso que poderá estar relacionado com o facto de eu querer passar algum formalismo e esse contacto me parecer muito íntimo. Sei que dar dois beijos é algo muito comum e natural na nossa sociedade, mas nas relações profissionais não me parece muito ajustado, especialmente entre mim e os clientes homens. Será preconceito? Não sei. Só sei que por vezes devo passar uma imagem um pouco ambivalente, porque ora dou beijos, ora dou um aperto de mão. Acho que tenho de mesmo de definir um procedimento padrão que me faça sentir confortável e que passe uma mensagem profissional, mas que também caia bem aos clientes. Na realidade também posso optar por não fazer nada e ficar-me por um simples “olá”. De facto, se pensar bem sobre o assunto, quando entro numa loja ninguém me dá dois beijos ou um aperto de mão, o mesmo se passa no centro de saúde, num centro de estética ou numa escola. Porque é que tenho de ser diferente? Se calhar eu é que estou a complicar.