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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

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Cinco meses de vida

Ser mãe está a ser uma experiência única na minha vida. Eu já sabia que ia gostar. Não tinha medo dos desafios associados à maternidade, mas nunca imaginei que iria sentir um amor tão imenso por uma criaturinha tão pequenina. Quando estou com ele, sinto-me como uma criança pela primeira vez num parque de diversões. Tudo nele é bonito, tudo é novidade, tudo me faz sorrir e dizer ao pai “olha!”, “Estás a ver?”. Acho que a maternidade é isto mesmo. Ser apaixonada pelo filho e amá-lo incondicionalmente.

 

O meu coelhinho já tem 5 meses. Quase um meio ano. Ainda me custa a acreditar. Já está muito diferente do bebé que conheci naquela manhã no hospital. Está maior, mais pesado e muito mais gordinho. Tem uma carinha redonda, muito fofinha. É um bebé moreno com olhos escuros e grandes. É um menino muito ativo e atento. Está constantemente a observar o mundo em seu redor. Segue atentamente os sons, as cores e os movimentos. Adora estar de pé, já tenta sentar-se, palra imenso e passa o dia com a mão na boca e com o que mais conseguir apanhar e levar à boca. É muito interativo. Adora atenção e quer sempre que estejam a brincar com ele. Já aprendeu a atirar os brinquedos para o chão, sabe pôr e tirar a chupeta, já se vira na cama e sempre que consegue agarra-nos a cara e os cabelos e brinca com as nossas mãos. Tudo isto é maravilhoso. É uma experiência muito recompensadora ser uma espetadora presente e atenta do crescimento de um bebé. Vê-lo evoluir e passar de um ser pequeno, frágil e indefeso a um bebé atento, desembaraçado e forte é único, especialmente, sabendo que é meu filho.

 

Ao longo destes 5 meses nunca ficou doente e até resistiu a uma virose que os pais apanharam quando ele ainda tinha oito dias e a uma gripe das fortes quando tinha quinze dias. Sempre senti que é um menino rijo e forte. Raramente se queixa e pouco chora. Só teve febre duas vezes aquando das vacinas Prévenar. Nesses momentos, o meu coração de mãe fica muito pequenino. Quero trocar de lugar com ele e desejo que o mal-estar dele desapareça como que por magia. Ao longo destes meses de vida sinto que tenho construído uma relação muito especial com o meu filho. Ele fica feliz quando me vê, sorri imenso para mim e agora até já dirige os braços na minha direção, como que pedindo o meu colo. Ao longo deste tempo a maminha também tem sido a melhor amiga do meu bebé. É o que lhe dá conforto, o que o acalma e o faz adormecer. É a solução para os seus momentos de maior agitação, é o que o acalma e tranquiliza, dá-lhe conforto e segurança.