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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

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21 meses de vida

Este fim-de-semana percebi que o meu baby já não é assim tão baby. Para mim é um sentimento muito estranho. Desde muito pequeno que o acho grande para a idade, quer em tamanho, quer em comportamento e atitudes. Muitas vezes me aconteceu de esquecer o quanto ele era baby e esperar mais do que o esperado para a idade dele. Agora sei que já não é baby, o pediatra afirmou-o na consulta do ano e eu vejo-o crescido, autónomo e independente, mas queria tanto que ele fosse bebé. É realmente uma contradição, porque tudo o que eu quero é que ele cresça seguro, confiante, saudável e feliz. Obviamente que não pode ficar bebé para sempre. Mas sinto que enquanto bebé, ele é tão feliz, mas tão feliz. Não sei se vai ser assim enquanto criança e isso assusta-me. Este fim-de-semana fui comprar roupas novas para o Inverno e pela primeira vez a secção dele já não foi a de baby boy, que em algumas lojas vai até aos dois anos. Até as lojas já me dizem que o meu filho já não é bebé. Custa-me pensar que ele já não vai usar babygrows e aquelas coisinhas lindas típicas de bebé. Na realidade já há muito tempo que não usa, mas tinha ainda essa possibilidade. Cada vez mais me parece um adolescente em miniatura,.. pelo sorriso malandro e safado, pela iniciativa e persistência, pelo visual descontraído e desportivo, pela perspicácia e foco nas tarefas.

Olho para ele e penso “quem serás?”, “em que tipo de pessoa te vais transformar?”, “do que vais gostar?”, “quais os serão teus valores e ideais?” e logo de seguida penso, “e tu, que mãe és e serás?”, “estarás à altura do desafio?”. Honestamente, não sinto que o meu papel enquanto mãe até ao momento tenha sido muito difícil ou exigente, até porque ele é um menino fácil. É verdade que dormi pouco, mas também não falta quem não durma por outros motivos (dívidas, desemprego, doenças,..). É chato, é verdade, mas é suportável. Mas e os desafios que vão surgir daqui para a frente, como irei lidar com eles? No meu trabalho lido com muitos pais, procuro compreender as suas dificuldades e ajudá-los a resolver problemas e dificuldades com os filhos e enquanto pais. Para mim é fácil fazer esse papel, mas quando me comparo a essas mães sinto-me tão diferente, tão imatura, inexperiente, frágil e menos capaz. Nada na minha história de mãe me diz que não sou capaz de lidar com as dificuldades que o meu filho me possa colocar, mas de algum modo acho sempre que essas mães já estão muito mais maduras do que eu, que são mais ponderadas, lutadoras, persistentes,.. a verdade é que oiço histórias difíceis e conheço mães muito lutadoras. Sendo a minha vida tão simples e fácil é me muito difícil imaginar a ter a garra dessas pessoas e inevitavelmente acabo por pensar se vou conseguir passar os melhores valores ao meu filho, se o vou conseguir ajudar a desenvolver-se de modo seguro, saudável e confiante, se o vou ajudar a saber resolver os problemas ou a pedir ajuda, a distinguir o certo do errado, a ser empático e solidário. São tantos os desafios associados à maternidade que cada vez mais acredito na máxima “filhos criados, trabalhos dobrados”. De facto, cuidar de um bebé é fácil, o pior é o que está para vir.

 

Mas e quantos aos 21 meses do meu ainda baby (pelo menos para mim)? Têm sido tempos fantásticos. O D. está muito desenvolvido a todos os níveis. Continua a gostar muito de comer, embora me pareça que come menos, ou pelo menos já tem preferências e sabe afirmar bem o seu não. Adora tomar banho, quer estar sempre na “pia”, e no final até já gosta de ser ele a despejar a banheira e lavar os brinquedos. Despe-se quando lhe pedimos e tenta calçar-se quando é instruído nesse sentido, embora ainda sem sucesso. Come sozinho às refeições e tenta fazer o mesmo com a sopa, mas com menos sucesso. Sabe o nome das frutas, dos objetos, das comidas, de animais e até já imita os sons dos animais. Sabe o que nos faz rir, procura ser o nosso palhacinho de serviços e gosta de desafiar quando lhe dizemos que não pode fazer algo. É teimoso, e detesta ser contrariado. Adora tomar o biberão da manhã deitado ao lado da mammy e já sabe dar beijinhos deliciosos. É super meigo com a família e todos os dias se despede dos avós dando-lhes um abraço e um beijo. Adora cócegas, corridas, partidas e brincar com a bolinha. É um menino super bem-disposto, alegre e sorridente. Onde ele está há alegria e isso faz-me tão feliz.

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