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Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

Trivial e Singular

Um blog simples e único sobre as trivialidades e singularidades da (minha) vida

14 meses de vida

Sempre ouvi muitos pais dizerem que a fase atual pela qual os filhos estão a passar é "mais engraçada" que a anterior e que a fase menos interessante é a do primeiro ano de vida. Com isto fui sempre pensando que a coisa é sempre a melhorar. Quando tive o meu filho e pude apreciar o que significa ter um recém-nascido, dei por mim a pensar como é que pode haver algo melhor do que ficar horas a olhar para aquela coisa linda e frágil.. apreciar os sorrisos, as gargalhadas, os primeiros movimentos e as milhentas transformações que ocorrem nesse primeiro ano de vida. Na verdade, o meu filho está a crescer a olhos vistos. Por vezes custa-me acreditar que ele só tem 14 meses e que há tão pouco tempo era ainda tão indefeso e dependente. 

Com 14 meses vejo-o como autónomo, desenrascado, super curioso e explorador. Na verdade, não consigo comparar as fases e achar que uma é melhor que outra. Penso que tudo é maravilhoso. Está neste momento a atravessar uma fase em que parece uma esponja de conhecimento. É super atento (apesar de parecer distraido) e absorve tudo o que está em seu redor. Quer muito comunicar e tenta repetir os sons e palavras que dizemos. Já sabe onde fica o cabelo, a orelha, o nariz, a lingua, a barriguinha, a mão, o pé e a pilinha. E é tão fofo eu dizer-lhe "Ó D. onde está o pé?" e ele levantar o pézinho e começar a rir-se. Por incrivel que pareça percebe a maioria das coisas que lhe dizemos, o que significa que já é capaz de reconhecer o nome de vários objetos e identifica várias instruções, como "vai levar ao pai" ou "põe no lixo". Honestamente, eu sabia que ia gostar de ser mãe, afinal sempre gostei muito de crianças, mas acho mesmo que não há nada na vida mais recompensador do que ver um bebé crescer e transformar-se num ser autónomo e independente, especialmente quando é o nosso filho. Eu e o meu marido damos várias vezes por nós a dizer "como é possivel esta coisinha ser nosso filho?!". Nunca pensei ser tão babada, mas não consigo deixar de constantemente pensar "ele é tão querido", "que fofo". Pensar, porque ainda consigo controlar-me e só materializo estes pensamentos em palavras na casa dos avós, que o veêm da mesma forma. 

O D anda desde os 12 meses e meio e atualmente até já corre. Já são raras as vezes em que gatinha e já nem gosta muito de o fazer. Mexe em tudo. Abre cremes com as mãos e a boca. Imita os nossos movimentos e gestos. É tão giro quando o vejo a pegar numa compressa, a coloca junto à água de limpeza e de seguida passa a compressa na sua cara ou na minha, a imitar o gesto que eu faço diariamnete de limpeza da sua carinha linda. Tem uma pele de fazer inveja. É morenaço e graças ao leite materno (penso eu) não tem marcas, borbulhas ou vermelhões. É uma pele linda, lisa e super suave. Tem 8 dentes e o seu primeiro molar está em crescimento acelerado. Adora brincar com a escova dos dentes e comer a pasta dos dentes. Adora comer de tudo, especialmente papas e iogurtes, batatas cozidas e sopinha, e todo o tipo de frutas. É super curioso quer com a comida como com tudo em seu redor. Cada vez mais brinca de modo autónomo, embora os seus brinquedos favoritos sejam os comandos de televisão e os telemóveis. Tem carrinhos, mas em vez de andar em cima deles prefere transportá-los para outras divisões da casa. Todos os dias, na cozinha, abre o armários dos recipeintes de plásticos e tira-põe-encaixa-arrasta e assim sucessivamente. Todos os dias abre a gaveta com os produtos do pequeno-almoço e os atira para o chão. Quando vê pacotes de bolacha abana-os com força e de várias formas na expectativa que caia alguma para poder comer. Tem uma força invejável e descontrolada. Quando quer muito algo agarra-se e é dificil tirá-lo. Acontece isso no volante do carro. Enquanto eu estendo a roupa nos fundos da casa, ele fica dentro do carro, em cima do assento a mexer no volatnte, nos botões do rádio, a aumentar o volume, a abrir e fechar os vidros, liga os quatro piscas, abana a maçaneta das mudanças e é uma festa. Aliás, tudo com ele é uma festa. Vê-lo fazer qualquer coisa e tanta coisa é delicioso, mas poder fazer com ele, brincar com ele e estar com ele, apesar de exaustivo é maravilhoso. Acho que ele é um menino cheio de sorte por ser o primeiro filho e ter pais e avós que lhe dedicam tanto tempo e tanto carinho. Amo-o muitíssimo.